sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GOVERNADORA SE REUNE COM SECRETARIADO

"A situação não está fácil. Estamos todos no mesmo barco e precisamos saber conduzir bem a embarcação para que ela não afunde. Sei que a maior responsabilidade é minha, mas também sei que posso contar com a garra e a competência de cada um de vocês" disse a governadora Rosalba Ciarlini, ao abrir a primeira reunião com todos os secretários e gestores da administração indireta do Estado, no auditório da governadoria na manhã desta sexta-feira.

A reunião está acontecendo com o objetivo apresentar a Dotação Orçamentária para 2011. Com a abertura do exercício, os gestores podem iniciar licitações e contratações, desde que sigam as recomendações restritivas, ainda em vigor, por decreto governamental.

A governadora explicou que o orçamento deste ano será aberto, mas alertou: "não vamos nos iludir, achando que isso significa que a partir de agora vamos ter dinheiro para realizar tudo que pretendemos". Rosalba pediu para que cada titular analisasse bem onde pode diminuir os gastos em suas pastas. "Precisamos ter o ‘pé no chão' e consciência do momento que estamos vivendo. Cada um vai eleger suas prioridades, aquilo que é de fundamental importância. Vamos priorizar os investimentos. Se forem pagas as dívidas contraídas na gestão passada, o orçamento estará todo comprometido. Mas nós não vamos paralisar o Estado. O momento é de reconstrução e de avanço" enfatizou.

Rosalba Ciarlini cobrou dos secretários que fossem apresentadas todas as ações e obras realizadas em cada pasta. "Não gosto de ficar presa em meu gabinete. Muitas vezes irei aos seus gabinetes para os nossos despachos administrativos. Vamos superar todos os problemas e cumprir nossos compromissos de campanha, pois os senhores e senhoras ao serem convocados para o secretariado são co-participantes desta promessa", disse a governadora que pretende anunciar nos próximos dias as ações e obras que já estão sendo destravadas pela atual gestão com o pagamento de contrapartidas ou outras iniciativas administrativo e financeiras.

Fonte: ASSECOM/RN.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PROFISSÕES DOS DEPUTADOS

Deu na coluna do Cláudio Humberto (www.claudiohumberto.com.br):

A Agência Câmara de notícias fez um levantamento a respeito das profissões dos 513 novos deputados federais que tomarão posse na próxima terça (1º) em Brasília. A pesquisa revelou que, um terço, ou 177 parlamentares eleitos, são das áreas de direito, saúde ou educação. Ainda de acordo com a Agência, há deputados com profissionalização em outras áreas, como, agropecuária, industrial, engenharia, serviço público, ou somente o ensino básico.


Nota: 29% (148 deputados) informaram que não possuiam profissão. Não possuir profissão seria sinônimo de político profissional? Todos os detalhes da nova composição da Câmara dos Deputados você encontra em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/POLITICA/192878-CONHECA-A-NOVA-COMPOSICAO-DA-CAMARA-DOS-DEPUTADOS.html .

domingo, 30 de janeiro de 2011

SOBRAM VAGAS NO PROUNI

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Apesar do número recorde de inscritos nesta edição do Programa Universidade para Todos (ProUni) – mais de 1 milhão – ainda sobram bolsas. Para o primeiro semestre de 2011, a oferta foi de 123 mil bolsas, mas 117,6 mil estudantes foram convocados em primeira chamada para preenchê-las. Os números mostram uma ociosidade de 4% do total. Dos pré-selecionados, nem todos conseguirão efetivar a matrícula, caso não consigam comprovar que atendem aos critérios de renda exigidos pelo programa.

Desde 2005, o ProUni oferece bolsas de estudo para ex-alunos de escola pública que tenham bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para conseguir o benefício integral, o candidato precisa ter renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. No caso das bolsas parciais, que custeiam 50% das mensalidades, a renda por pessoa pode deve ser de até 3 salários mínimos. Até o ano passado, 748 mil estudantes tiveram acesso a uma bolsa do programa.

Para a professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do tema Elizabeth Balbachevsky esse fenômeno está ligado à própria característica do programa. “O ProUni procura um estudante com perfil raro porque ele precisa ter um desempenho de mediano para bom no Enem, que tem se tornado uma prova cada vez mais difícil e competitiva. Ao mesmo tempo, o candidato precisa ter uma renda muito baixa. São critérios bastante exigentes”, avalia.

De acordo com o Ministério da Educação, 87% das 5.526 bolsas que não foram preenchidas são de cursos de educação a distância. A falta de interesse dos alunos por essa modalidade de ensino seria uma das explicações para a sobra. Outra característica dessas vagas é que a maioria (87%) é parcial – o restante da mensalidade precisaria ser custeado pelo estudante. Entre as integrais, menos de 1% não foi ocupado.

“Existe um preconceito grande na sociedade brasileira, não completamente infundado, com a educação a distância. O estudante pode preferir não se inscrever para a bolsa que não é presencial por ter um certo receio de investir nessa modalidade”, avalia Elizabeth.

Ainda será divulgada uma segunda chamada do ProUni e caso ainda haja bolsas disponíveis o MEC abrirá um novo período de inscrições no período de 21 a 24 de fevereiro. Os 117 mil candidatos devem comparecer às instituições de ensino para onde foram selecionados até o dia 4 de fevereiro para matrícula e comprovação das informações prestadas durante as inscrições. No dia 11 de fevereiro, será divulgada a segunda chamada, com prazo de comprovação de documentos até 17 de fevereiro.

Fonte: www.agenciabrasil.gov.br.

PAGAMENTOS CONTINUAM SUSPENSOS

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte prorrogou, por mais 30 dias, a suspensão de pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços.

A decisão, anunciada sob a forma do Decreto Estadual n° 22.149/2011, foi publicada na edição desse sábado (29.01.2011) do Diário Oficial do Estado.

Os pagamentos encontram-se suspensos desde o dia 04 de janeiro de 2011, quando foi editado o Decreto Estadual n° 22.143/2011.

Já o Orçamento Geral do Estado, referente ao exercício fiscal de 2011, ainda se encontra fechado.

TERRORISMO FINANCEIRO

Delfim Netto

Na medida em que se consolidam os dados sobre o comportamento de nossa economia em 2010, e se divulgam os números relativos às demais economias, torna-se cada vez mais claro que o Brasil soube enfrentar com muito mais competência os problemas da crise financeira nos últimos três anos do que a grande maioria dos paí-ses, notadamente os mais desenvolvidos.

Levantamentos recentes mostram que o mundo está longe de poder “fechar o balanço” da tragédia social representada pelo fato de que 30 milhões de trabalhadores perderam seus empregos e que a pobreza relativa voltou a níveis indecentes, como não se viam desde os anos 30 do século XX. Hoje já se contabiliza a perda impressionante de 5% do PIB mundial nesses três últimos anos, um recuo inimaginável até se entender a profundidade da patifaria que dominou os mercados financeiros na primeira década deste novo século.

Uma característica particularmente dramática em toda essa crise é que, mesmo nas economias que registram algum tipo de reativação nos meses finais de 2010, os índices de emprego não reagem ou se recuperam muito pouco. Nos Estados Unidos, por exemplo, o nível de desemprego se mantém muito próximo dos 10% da força de trabalho, isso apesar dos sinais de retomada do crescimento do PIB acima de 2%, e até uma expectativa de atingir 3% em 2011.

Nos países da Comunidade Europeia, com exceção da Alemanha, cuja economia retomou um ritmo mais vigoroso de crescimento em 2010, e da França, com expectativas mais moderadas, mas com previsão de maior crescimento em 2011, o panorama geral é desanimador. Sem contar as dificuldades que se renovam, mostradas a cada tentativa de previsão relativa às economias da Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal, as mais citadas.

Perfil totalmente diferente é o do Brasil, que mostra melhores resultados à medida que os números relativos ao PIB e aos níveis de emprego em 2010 vão sendo fechados: no setor trabalho, o ano vai registrar números finais com uma taxa de desemprego menor que 5% (na verdade a estimativa é de 4,9%, nas seis principais capitais). Significa que o Brasil ultrapassou a crise mundial, chegando a seu final com uma economia de pleno emprego e ainda mantendo no último semestre do ano a tendência de continuar evoluindo positivamente, com o aumento da oferta de postos de trabalho. Em termos mundiais, é o país que melhor derrubou as taxas de desemprego, num conjunto selecionado das 20 mais importantes economias desenvolvidas ou emergentes.

Uma comparação simples mostra como o problema do emprego caminhou nos EUA e no Brasil, com o agravamento da crise em 2008: entre janeiro e junho daquele ano a taxa de desemprego média americana era 5,2%, e subiu para 9,7% no primeiro semestre de 2010; o desemprego brasileiro, que era 8,2% naquele primeiro período, reduziu-se para 7,3% no segundo e continuou caindo até o fim do ano. É possível identificar dois caminhos: Obama não conseguiu “fazer a cabeça” do consumidor americano nem reconquistar a confiança do setor produtivo, submetido ao jugo do poderoso sistema financeiro. Aqui, o nosso Lula sacou rápido o problema e, praticamente numa única e inspirada mensagem, convenceu o seu povo (trabalhadores e empresários da produção) de que a solução estava neles próprios: comprem e garantam seus empregos.

Pleno emprego, crescimento do PIB muito próximo de 8% em 2010, uma política econômica e social que perseguiu de modo crível o objetivo de dar igualdade de oportunidades a todos e melhorar a distribuição da renda entre as pessoas e regiões e mais a execução de programas de envergadura como o Bolsa Família, Luz para Todos e Minha Casa Minha Vida são marcas inegáveis do sucesso do metalúrgico de São Bernardo, um improvável estadista que se mostrou um líder mundial de real estatura.

Quem assina embaixo é o povo brasileiro, ao final desses oito anos de consumo em alta e redescoberta da autoestima: 87% declaram seu apoio ao presidente, 80% aprovam o seu governo e mais de 60% revelam suas esperanças na administração da presidenta que ele ajudou a eleger. Apesar disso, o povo é obrigado a conviver com o bombardeio meio terrorista de sociólogos, economistas e todo tipo de analistas financeiros que se julgam intelectuais de grande sabedoria e insistem em ocupar espaços na mídia para desmerecer os êxitos do antigo governo e disseminar a descrença e a desconfiança sobre o novo.

Não ganham, obviamente, a opinião popular, mas com certeza realizam alguns trocados na defesa do aumento da taxa de juros, objetivo principal que mal conseguem disfarçar…

Fonte: Revista Carta Capital (
www.cartacapital.com.br, acessado em 30 de janeiro de 2011).